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Perspectiva

A pseudo-felicidade está posta à mesa

João Victor Carvalho da Silva · Psicólogo Clínico
Retrato em preto e branco de um homem de olhos fechados

Pessoas perfeitas e ideais, corpos perfeitos, esculturas e simétricos, vidas inatingíveis, imagens manipuladas, filtros e mais filtros. Por que residimos nosso eu, construímos nossa casa (o corpo) e habitamos nossa singularidade atrás de um molde de "perfeição"? Ou será que vivemos num constante teatro de mentiras fantasiadas, onde por de trás do cenário somos a causa de nossa própria inquietude e desassossego? Soa como uma incessante disputa silenciosa de quem mantém a vida mais utópica e "perfeita" nas redes.

Falo sobre conectarmos com nosso eu real, esse que está atrás das cortinas da pseudo-perfeição e pseudo-felicidade. O real não está aqui.

Portanto, vale os seguintes questionamentos:

Quem escolhemos seguir? Como vemos a vida de quem seguimos? E como vemos a nossa vida? Seguir quem seguimos está nos fazendo bem?

Enaltecer a perfeição num mundo repleto de imperfeições só gera decepção, além de prejudicar a maneira como nos vemos e vemos os outros.